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The Long Way Home

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Fortune Favors the Optimistic

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The Long Way Home

 

O caminho mais longo para casa é

 

o único caminho possível para alguns. Somente para alguns. Para os que vivem até ao tutano, de acordo com as leis do Carpe Diem, do Coração e da Alma, para os que injetam a vida nas próprias veias. Para os que não conseguem viver de outra forma a não ser optar pelo caminho mais difícil, mais incerto. Com ponto de partida num lar, deixam para trás todo o seu conforto e terminam em casa. E para esses alguns, “there’s no place like home”, não há outro lugar como a nossa “casa”.

Para deixar um lar e ir em busca do caminho mais longo, teremos de equiparmo-nos adequadamente: vestir uma primeira e forte camada de convicção para não abrir mão do que acreditamos, e depois cobrirmo-nos de coragem para dar o primeiro passo em busca disso. Que ela não se confunda com uma coragem qualquer, dessas de quem se atira de um avião e cola os certificados de valentia à parede da sala para os amigos verem. A coragem do Carpe Diem não se mede em futilidades, ela é a mais audaz de todas, a que troca o cintilar aconchegante duma estrela pelo breu total na esperança e certeza de que se encontrará a luz do sol, a maior de todas as estrelas, se somente formos resistentes o suficiente para não desistir de o encontrar.

Uma coragem que nos impulsiona, durante alguns segundos estupendamente valentes, a tomar a decisão que pode alterar as nossas vidas para todo o sempre. E muitas vezes, não só as nossas, mas também as das pessoas que se estão a afundar connosco se nada fizermos para impedir o naufrágio. Ou melhor, se nada fizermos para evitar a morte, saltando do barco a tempo por saber que este inevitavelmente irá estampar-se contra as rochas escondidas por detrás do véu de céu aparentemente sereno.

Escrevo esta crónica porque recentemente testemunhei duas pessoa a encherem-se desta força inimaginável e a decidir tomar o caminho mais longo para casa, por muito que essa decisão, pela parte dela, lhe custasse todas as lágrimas que nem sabia que tinha.

Tenho um profundo orgulho dela, sei que são só os mais corajosos que o conseguem, que têm a força necessária, são os verdadeiros soldados do destino, os guerreiros da alma, aqueles que levantam a cabeça e miram o céu da noite nunca parando de se questionar. Nunca param de acreditar. Nunca desistem de encontrar a sua verdadeira casa. São aqueles que não se conformam, que não cedem às tentações da vida comezinha, das rotinas alcochoadas, do descanso de ter tudo à mão de semear, das ameaças da idade e dos preconceitos da sociedade.

Aconteceu a um par de amigos meus que estiverem numa relação durante seis anos mas os quais não encontraram o seu par, o seu sol, a sua casa. Eram os melhores amigos um do outro, duas pessoas muito especiais, íntegras (qualidade rara nos dias de hoje), leais, companheiras, divertidas. Ele amava-a. Dos pés à cabeça, de trás para a frente, durante o dia e durante a noite, nos dias bons e nos dias maus, as suas qualidades e os seus defeitos. Ela era o seu mundo, mas ele não era o dela. Ela tinha dúvidas, ele não. Não dúvidas de que o amava, ela amava-o sim, mas não um amor de perdição. Era um amor sereno de Primavera, de carinho e profunda amizade. Não era infeliz com ele, pelo contrário, os dias eram alegres e leves, mas não era porém, feliz, pois a sua tristeza não encontrava espaço ali para ser triste. A sua melancolia não respirava e assim alegre, ela morria aos poucos e ele afundava-se com ela. Aprendeu a nadar até ao dia em que desistiu e teve que a deixar ir. Teve de a deixar afundar-se, para que pudesse bater no fundo e dele emergir.

Nunca é tarde demais para começar de novo. Para criar uma nova vida para nós mesmos, para cortar com o que não nos pertençe. Nunca é tarde demais para viver o nosso livro, o nosso filme. Todos os dias podemos escolher morrer, para depois nascer de novo. Mas para fazer isso temos de sair da estrada em que nos encontramos, seguros da direção aonde nos leva, e envergar pelo caminho de terra batida. Temos de escolher o caminho mais longo para casa, “the long way home”.

 

 

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