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Considero que existem “Bachs” modernos.

Só quem nunca ouviu as orquestras sinfónicas da banda inglesa Radionhead, ou o trabalho a solo do seu vocalista Thom Yorke, ou ainda a dádiva musical que o americano Jeff Buckley nos deixou antes da sua trágica e precoce morte, pode achar que o fenómeno “Bach” ou “Albinoni” é exclusivo do século XVI.

Só quem nunca escutou com atenção as composições harmónicas e melódicas destes músicos, destas figuras que mais podiam ser celestes (terráqueas é que não são, não completamente pelo menos), é ignorante de tal perspetiva.

Aliás, é precisamente por não ser de todo necessário escutar com a tal atenção, por não ser de todo necessário procurar a plenitude nas notas, por simplesmente sermos limitados a sentir, que podemos dizer estes são os “Bachs” modernos. Tal como quando escutamos os Cello Suites de Bach, que nos entram pela pele adentro preenchendo o nosso espírito até aos confins dos átomos.

A música é intemporal, assim como as emoções humanas. Quem morre de amor hoje é a mesma pessoa que morria de amor há 500 anos. Quem se arrepia ouvindo a harmonia perfeita dos instrumentos, igualmente se arrepia hoje, sejam esses instrumentos acústicos ou electrónicos. Quem nasce com asas no corpo, não escolhe corpo ou lugar.

Acredito que há homens e mulheres que se cruzam, nem que seja por um instante das suas vidas e depois se separam de novo, com o único propósito de criar e permitir que estes anjos desçam (ou subam?) à Terra e nos salvem.

They rock my life.

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